Claude Code: um agente no seu terminal

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No curso de agentes você construiu um loop à mão. O modelo pedia uma ferramenta, seu código a executava, o resultado voltava para a conversa e o loop seguia até o modelo dizer que tinha terminado. Esse loop cabe numa tela, e é a ideia por trás de todo agente de código.

Este curso leva esse loop para o seu terminal. O Claude Code é o agente de código da Anthropic. Ele roda o mesmo tipo de loop usando seus arquivos, um shell e o git como ferramentas, e você o aponta para um app Rails. Em sete aulas você vai instalá-lo, conduzi-lo, ensinar a ele os procedimentos do seu time, dar a ele um método de desenvolvimento, fazê-lo revisar o próprio trabalho e limitar o que ele pode fazer.

O loop, de novo

O Claude Code trabalha em três fases: reunir contexto, agir e verificar o resultado. Elas se misturam e se repetem. Uma pergunta sobre o seu código só precisa da primeira fase. Uma correção de bug passa pelas três várias vezes: ler o teste que falha, editar o model, rodar o teste, ler a nova falha, editar de novo.

flowchart LR
  P["Seu prompt"] --> G["Reunir contexto: ler, buscar"]
  G --> A["Agir: editar, rodar comandos"]
  A --> V["Verificar: rodar testes, ler a saída"]
  V -->|"não terminou"| G
  V -->|"terminou"| R["Responder"]

Cada fase usa ferramentas. As nativas se dividem em alguns grupos:

Grupo Ferramentas Num app Rails
Arquivos Read, Edit, Write Abrir app/models/order.rb e mudar um método
Busca grep e find pelo Bash (as ferramentas Glob e Grep no Windows) Achar todo lugar que chama Order#total
Execução Bash Rodar bin/rails test, git diff, bin/rails routes
Web WebFetch, WebSearch Ler o changelog de uma gem
Delegação Agent Mandar um subagente investigar com o próprio contexto

O modelo escolhe a próxima ferramenta a cada passo. Ninguém escreveu "primeiro busque, depois leia, depois edite" em lugar nenhum, e é isso que faz dele um agente.

Quem controla o fluxo

Cursos anteriores traçaram uma linha entre dois tipos de sistema de vários passos. Um workflow passa as chamadas ao modelo por caminhos de código que você escreveu. Um agente deixa o modelo conduzir o próprio processo e decidir quando terminou. O Claude Code fica do lado dos agentes.

Isso muda o seu trabalho. Você não escreve mais os passos. Você desenha o loop em volta deles, e esse desenho se resume a três perguntas:

Pergunta O que responde Aulas
O que ele sabe? Instruções do projeto, skills, os arquivos que ele lê 2 e 3
O que conta como pronto? Testes, verificações e revisões que passam ou falham 4 e 5
O que ele pode fazer? Regras de permissão, hooks, checkouts isolados 6

Os padrões de workflow dos cursos anteriores continuam valendo, porque reaparecem dentro do agente. Cada aula aponta um. Explorar, planejar e implementar é uma cadeia. A descrição de uma skill é um roteador. Um subagente novo por tarefa é orchestrator-workers. Um loop de revisão é evaluator-optimizer.

Instale

O Claude Code precisa de uma conta: uma assinatura Claude Pro, Max, Team ou Enterprise, ou uma conta no Claude Console com créditos de API. No macOS, no Linux ou no WSL, o instalador nativo é uma linha só e se mantém atualizado sozinho:

curl -fsSL https://claude.ai/install.sh | bash

O Homebrew também funciona. Uma instalação pelo Homebrew não se atualiza sozinha, então você atualiza com brew de tempos em tempos:

brew install --cask claude-code

Depois, inicie na raiz de um app Rails:

cd ~/code/bookshelf
claude

Na primeira execução ele pede login pelo navegador. A primeira sessão numa pasta nova também pergunta se você confia nela, porque um projeto pode trazer as próprias configurações. Dentro da sessão, /help lista os comandos e /login troca de conta.

Uma primeira sessão, só de leitura

Comece com uma pergunta, não com uma mudança. O Claude lê arquivos sem pedir permissão, então uma pergunta é segura e mostra como o agente explora o código.

Como uma requisição POST /orders chega ao banco de dados? Cite os
arquivos envolvidos, em ordem.

Acompanhe as chamadas de ferramenta passando na tela. Uma execução típica busca orders em config/routes.rb, lê OrdersController#create, segue a chamada até o model e procura callbacks. A resposta volta com caminhos de arquivo que você pode abrir.

Dois hábitos desta primeira sessão valem para o curso todo. Primeiro, a transcrição é a sua evidência: cada afirmação da resposta deve levar a um arquivo que o agente leu. Segundo, o escopo decide o custo. "Explique o app" lê dezenas de arquivos e enche a janela de contexto. "Como o checkout calcula o imposto?" lê cinco.

Modos de permissão: o controle de autonomia

O loop pede sua aprovação antes de ações arriscadas. A frequência com que ele pede depende do modo de permissão. Aperte Shift+Tab durante a sessão para alternar entre os modos interativos; a barra de status mostra o atual. dontAsk e bypassPermissions ficam fora desse ciclo, a menos que você inicie o claude com uma flag como --permission-mode dontAsk.

Modo Roda sem perguntar Bom para
default Só leituras Aprender a ferramenta, trabalho sensível
acceptEdits Leituras, edições de arquivo, comandos comuns de arquivo como mkdir e mv Iterar em código que você revisa conforme chega
plan Leituras; edições esperam você aprovar um plano Explorar antes de mudar qualquer coisa
auto A maioria das ações, checadas por um classificador em segundo plano Tarefas longas
dontAsk Leituras e ferramentas pré-aprovadas; o que pediria aprovação é negado Scripts e CI
bypassPermissions Tudo Só containers e VMs descartáveis

Versões recentes costumam abrir a sessão interativa em auto. Enquanto aprende, aperte Shift+Tab uma vez para ir ao modo Manual, que nas configurações se chama default; a barra de status mostra ⏸ manual mode on. Depois aprove cada edição e cada comando você mesmo. Você vê o que o agente quer fazer antes de ele fazer, e esse é o jeito mais rápido de entender como ele se comporta. A aula 6 troca a maioria desses pedidos por regras: comandos seguros rodam sozinhos e os perigosos nunca rodam.

O que este curso cobre

  1. Claude Code: um agente no seu terminal (você está aqui).
  2. Conduzindo o loop num app Rails: instruções do projeto, planos, testes como definição de pronto, checkpoints.
  3. Skills: procedimentos que o Claude carrega sob demanda, e como escrever uma para o seu app.
  4. Superpowers: um método de desenvolvimento feito de skills.
  5. Loops de revisão: /code-review para bugs, /simplify para limpeza.
  6. Proteções: regras de permissão, hooks e worktrees.
  7. Juntando tudo: uma feature da ideia ao pull request, e um desafio em que você constrói um avaliador de permissões.

A seguir: transformar um pedido vago num loop que sabe quando terminou.

Pontos-chave

  • O Claude Code roda o loop de agente do curso de agentes: reunir contexto, agir, verificar e repetir até terminar.
  • O modelo escolhe cada chamada de ferramenta, então o seu trabalho passa de escrever passos para desenhar o loop em volta deles.
  • Três perguntas definem esse desenho: o que o agente sabe, o que conta como pronto e o que ele pode fazer.
  • Instale com o instalador nativo ou pelo Homebrew e rode claude na raiz do app.
  • Os modos de permissão definem quanto ele faz sem perguntar; aprenda em default e aumente a autonomia conforme suas regras e verificações melhoram.
Aula 1 de 7 · grátis

Continue com a aula 2

Conduzindo o loop num app Rails

Trata do CLAUDE.md, de prompts com definição de pronto verificável, do modo plan, dos limites do rewind e do contexto.

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